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Ironman Brasil: o cenário real

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Redator - 07/05/2014 16:06


 

     Faltam poucos dias para mais uma etapa do Ironman Brasil, a classificatória brasileira da prova que marca o imaginário de todo triatleta. Criado para coroar o treinamento e a preparação de longo prazo, o Ironman virou sinônimo de coragem e resistência física. Não é à toa que seu símbolo seja um 'M' representando um corpo bem preparado, mas com uma cabeça acima deste corpo. Mesmo John Collins, idealizador da prova em janeiro de 1977, permitiu-se 13 meses de preparo para competir na primeira edição havaiana, realizada em fevereiro de 1978. Mas o que ainda pode ser feito faltando pouco tempo a etapa em Florianópolis?

 

     A groso modo, podemos separar os participantes em três grupos. Para os profissionais, o resultado em Floripa, além de influenciar na classificação para Havaí, impacta nos valores de patrocínio, na visibilidade e no reconhecimento; já para os triatletas de primeira viagem, a linha de chegada significa o término de ciclo de vida e a emoção de ser um homem de ferro. Entre esses dois, temos os amadores com bagagem de outras provas que buscam virar profissionais ou 'apenas' tempos mais audaciosos. Mas para todos, a linha de chegada pode coroar o trabalho duro ou adiar o sonho por mais um ano.

 

     Como os profissionais devem (ou deveriam) estar sendo acompanhados por um psicólogo do esporte para implementar em suas rotinas um programa de treinamentos de habilidades psicológicas, vou focar nos outros dois grupos. Independentemente de qual grupo você pertença, estabelecer três cenários distintos poderá lhe auxiliar a controlar os pensamentos negativos que podem miná-lo durante a prova. Por ser uma prova longa, muita água pode rolar, desde fatores que fogem ao seu controle, como as condições climáticas, passando pelo gel que não desce bem até o famoso pneu furado.

 

     Portanto seja realista e estabeleça com seu treinador metas otimistas, realistas e pessimistas. Onde, no cenário otimista, tudo acontece no mundo ideal. Você dorme bem na noite anterior, toma um bom café da manhã, chega com tempo, revê sua prova antes da largada, a água parece com a do clube que treina, você pega uma carona na esteira da natação, a transição é perfeita.... No cenário pessimista, você dorme mal devido à ansiedade, está chovendo, o chip não estava no kit, a água está muito fria, além das cotoveladas na largada, leva um tapa na natação, se perde na transição, a sapatilha engancha, sua água acaba no pedal... Pensando nos opostos fica mais fácil estabelecer o cenário realista.

 

     É claro que também é realista que tudo dê certo ou errado no mesmo dia! Se fosse assim você nem completaria a prova no cenário pessimista, pois desmaiaria devido a uma desidratação a metros da linha de chegada. Seja razoável! Identificar os cenários o auxiliará a aproveitar ao máximo os treinos destes próximos dias que antecedem a prova. Um treino com fortes rajadas de vento e um pneu furado lhe oferece a oportunidade de solucionar na vida real as situações adversas que podem ocorrer durante a prova.

 

     Por fim, divida cada modalidade em três partes, fazendo uma auto-avaliação do seu estado e adequando-se à meta possível de ser atingida. Lembre-se que em um ironman, 'concluir é uma vitória'. Portanto aproveite cada metro de pista, pois como escreveu John Collins aos primeiros irons: 'Nade 2,4 milhas! Pedale 112 milhas! Corra 26,2 milhas! Vanglorie-se pelo resto da vida!"


* Tiago Duarte é profissional de psicologia do esporte, PhD pela Universidade de Otawa, Canadá

 

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